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“A nobre arte de acompanhar gratuitamente quando o mundo inteiro profissionaliza”

Artigo de Opinião 02/03/2026 in O Jornal Económico
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"Há figuras que o Estado português trata com uma reverência quase mística. O acompanhante de maior é uma delas. Surge envolto numa aura de missão cívica, como se fosse um guardião silencioso da dignidade alheia, um farol moral que ilumina processos judiciais, decisões patrimoniais e labirintos burocráticos", refere Raquel Caniço, Advogada da Caniço Advogados, no seu artigo de opinião publicado no Jornal Económico (2 de março de 2026). E sublinha: "Tudo isto, claro, sem receber um cêntimo." Raquel Caniço enfatiza: "Em Portugal, a santidade continua a ser um ofício não remunerado". Segundo a advogada, muitos ainda consideram que o acompanhante é apenas um cuidador informal com mais papelada. "Mas o equívoco é profundo", afirma. E acrescenta: "O cuidador informal cuida do corpo: dá banho, alimenta, apoia. O acompanhante de maior cuida da lei: representa, decide, assina, responde. Um gere rotinas; o outro gere responsabilidades jurídicas. Um é presença; o outro é tutela. E, no entanto, é este último (...) que o Estado insiste em tratar como um favor doméstico (...)".

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